O Etna é um vulcão ativo situado na parte oriental da Sicília (Itália), entre as províncias de Messina e Catânia. É o mais alto vulcão da Europa Continental e um dos mais altos do mundo, atingindo aproximadamente 3350 metros de altitude, podendo aumentar, gradualmente devido às frequentes erupções. Além de ser o vulcão mais alto da Europa continental, o Etna é também a mais alta montanha da Itália ao sul dos Alpes. A extensão total da base do vulcão é de 1190 km², com uma circunferência de 140 km, o que faz do Etna superar em quase três vezes o tamanho do Vesúvio. Os solos vulcânicos em redor propiciam bons campos para a agricultura, com vinhedos e hortas espalhados nas faldas da montanha e em toda planície de Catânia, a sul. Devido à recente atividade vulcânica e ao fato de estar numa região densamente povoada, o Etna foi designado como um dos 16 Vulcões da Década pelas Nações Unidas.

O Etna era conhecido na Roma Antiga como ÆTNA, um nome derivado provavelmente do grego antigo aitho (“queimar violentamente”) ou do fenício attano. Os árabes chamavam a montanha Gibel Utlamat (“a montanha de fogo”), que mais tarde gerou a corruptela Mons Gibel (traduzindo ambos elementos, árabe e romano, tem-se “montanha montanha”, dado que a repetição em língua siciliana denota grandeza). De facto, o nome do vulcão em siciliano é Mongibeddu. O Etna para além de ter um cone principal tem 700 cones secundários. As frequentes e por vezes dramáticas erupções fizeram da montanha um tema recorrente na mitologia clássica, traçando-se paralelos entre o vulcão e vários deuses e gigantes das lendas do mundo romano e grego. Éolo, o rei dos ventos, teria confinado os ventos em cavernas sob o Etna. O gigante Tifão foi preso sob o vulcão, de acordo com o poeta Ésquilo e foi a causa de suas erupções. Outro gigante, Encélado, revoltou-se contra os deuses e foi morto e sepultado sob o Etna.